5 passos para professores particulares não terem problemas com a Receita Federal

Dar aulas particulares pode começar como uma renda extra. Alguns alunos aqui, outros ali, e quando você percebe, já tem uma agenda cheia.

O problema é que muitos professores organizam as aulas, os materiais e os alunos… mas não organizam a parte financeira e fiscal do negócio.

Isso pode gerar erros simples, mas que custam caro: impostos pagos incorretamente, multas, problemas com a Receita Federal ou até dificuldades para crescer como empresa.

Por isso o meu primeiro texto no blog na ShareTeachers é sobre o essencial para manter seu negócio organizado e evitar dores de cabeça. Vamos lá?

1. Separe suas finanças pessoais das finanças do negócio

Eu sei que no começo não parece necessário, pois o faturamento é baixo e tudo que você recebe é para pagar contas pessoais. Entretanto, eu preciso reforçar que ter uma conta bancária separada para sua atividade profissional facilita acompanhar o crescimento da sua empresa, calcular impostos, controlar despesas do negócio, manter organização financeira e te dá visão de longo prazo.

Todos os pagamentos dos alunos devem entrar nessa conta. A partir dela você paga despesas do negócio e define quanto será o seu “pró-labore” ou retirada mensal.

Fazendo essa separação desde o início, você estará tratando suas aulas como um negócio e você pode começar a se enxergar como um profissional.

Minhas recomendações para quem já abriu CNPJ: Banco Inter (uso atualmente),Nubank PJ e Cora.

2. Crie uma reserva financeira para o seu negócio

Outro ponto que muitos professores ignoram é a reserva financeira.

Quando você trabalha com aulas particulares, sua renda depende diretamente de alunos ativos. Cancelamentos, férias ou períodos mais fracos podem impactar o faturamento.

Por isso, é importante que a empresa tenha uma pequena reserva financeira.

Essa reserva pode ajudar em situações como: meses com menos alunos, investimento em materiais ou cursos, pagamento de impostos ou imprevistos.

Comece com o que pode, seja 50 reais por mês e aumente conforme o faturamento aumentar e lembre-se que isso é dinheiro da empresa, não é seu.

3. Pague seus impostos corretamente e acompanhe seu faturamento

 Abriu CNPJ? Então tem imposto para pagar, seja MEI ou ME.

Sendo MEI é mais simples, pois é apenas um imposto de valor fixo mensal chamado DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) e vence todo dia 20. Esse pagamento é obrigatório e precisa ser feito todos os meses.

Mas além de pagar o imposto, existe outro ponto importante: acompanhar o faturamento da empresa ao longo do ano.

O MEI possui um limite de R$81.000 de faturamento anual. Se esse limite for ultrapassado, sua empresa precisa migrar para outra categoria empresarial, precisará de uma contabilidade e serão cobrados outros impostos.

Por isso, acompanhar o quanto entra no negócio mensalmente é fundamental para evitar surpresas.

4. Não esqueça da declaração anual do MEI (DASN)

Além do pagamento mensal do imposto, o MEI também precisa enviar uma declaração anual chamada DASN-SIMEI.

Essa declaração informa para a Receita Federal quanto a empresa faturou durante o ano anterior.

Ela é obrigatória para todos os MEIs, mesmo que o faturamento tenha sido baixo ou a empresa tenha ficado um período sem movimento.
Se a declaração não for enviada até 31 de Maio, o MEI pode receber multa e ficar com pendências fiscais.

É importante manter seus registros de faturamento organizados ao longo do ano, mas sei que esse processo pode ser confuso para teachers que não têm familiaridade com área contábil, por isso eu ofereço esse serviço para professores autônomos e pequenos empreendedores.

O objetivo é garantir que sua declaração seja enviada corretamente e dentro do prazo, evitando multas ou problemas com a Receita Federal. Para saber mais, fale comigo no instagram

5. Saiba quando é hora de sair do MEI

Muitos professores começam como MEI porque é um modelo simples e com impostos baixos, mas conforme o número de alunos cresce, chega um momento em que o faturamento ultrapassa o limite permitido para o MEI.

Mas conforme o número de alunos cresce, chega um momento em que o faturamento ultrapassa o limite permitido para o MEI. Quando isso acontece, a empresa precisa migrar para Microempresa (ME).

Por isso, mesmo sendo MEI, pode ser interessante contar com orientação contábil desde o início, como eu tenho com a Agilize. Um contador pode ajudar a acompanhar o faturamento da empresa e avisar quando estiver próximo do limite do MEI.

Esse acompanhamento facilita a transição porque o empreendedor já começa a se preparar para as novas responsabilidades da empresa. Lembra da visão de longo prazo que falei no início?

Ao sair do MEI, também é importante entender como funcionam os impostos na nova categoria, qual porcentagem do faturamento será destinada aos tributos e quais serão as novas obrigações fiscais.

Acompanhar esse processo com antecedência evita surpresas e permite que o crescimento do negócio aconteça de forma estruturada.

No próximo artigo, vou explicar como funciona a estrutura de impostos para professores que deixam o MEI e passam a atuar como Microempresa.

Comentem aqui como está a organização financeira da empresa de vocês? Tem algo que está precisando de atenção urgente?

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